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Sol leva energia a bases de fronteira e grupos vulneráveis


Militares acionam sistema abastecido por energia solar na fronteira com Suriname Foto: Divulgação/Sgt. Gomes

Fonte renovável e abundante em todo o Brasil, a energia solar fotovoltaica é cada vez mais usada como alternativa para levar luz a todas as famílias do país, principalmente as mais vulneráveis. O tamanho do desafio foi medido pela Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) em 2017, em estudo que revelou haver, na ocasião, 1 milhão de residências sem acesso à energia elétrica no país.

Nos últimos anos, sistemas de geração fotovoltaica começaram a ser implantados em bases de fronteira do Exército, beneficiando comunidades de seu entorno. Há também em curso estudos do Programa Mais Luz para a Amazônia, com expectativa de atender futuramente cerca de 70 mil famílias. 

Segundo o secretário de Energia Elétrica do Ministério de Minas e Energia, Rodrigo Limp, o programa deve chegar a comunidades de áreas remotas a partir de 2021.

“O Mais Luz para a Amazônia permitirá o desenvolvimento social e econômico das comunidades que são em sua maioria ribeirinhas, indígenas e quilombolas, fortalecendo, assim, o exercício da cidadania, o bem-estar e a dignidade”, disse o secretário.

Nesta primeira fase do programa, estão sendo identificadas as áreas que receberão o atendimento. Na sequência serão celebrados contratos com repasse de recursos a distribuidoras e empresas, e realizadas as obras.

Bases de fronteira

No dia 16 de junho, o  Exército inaugurou a planta solar do 1º Pelotão Especial de Fronteira (PEF), do Comando de Fronteira do Amapá (CFAP)/34º Batalhão Infantaria de Selva, em Tiriós (PA). O pelotão, localizado no Parque Nacional do Tumucumaque, a 10 km da fronteira com o Suriname, passou a contar com o fornecimento de energia limpa, 24h por dia. A região abriga cerca de 2 mil indígenas, que vivem em 23 aldeias.


Com quase 20 anos de criação, esse pelotão conta com 48 militares, sendo sete indígenas da etnia Tiriyó. O sistema solar ajudará a melhorar as operações e também a levar familiares de militares para a área. A potência instalada da usina solar é de 201,6 KWp, o que garante uma geração média de 112 KW.

Já no Amazonas, em 2018, após um processo de quatro anos, o Pelotão Especial de Fronteira (PEF) do Exército em Tunuí-Cachoeira substituiu os geradores a diesel pela energia solar. Foi instalado no local um sistema híbrido de energia, em um projeto em parceria com a distribuidora Itaipu. 


Planta solar na base amazônica Foto: Divulgação

O sistema integra gerador, painéis fotovoltaicos e baterias de sódio recicláveis. Durante o dia, parte da energia produzida pelos painéis alimenta a rede e o excedente é armazenado nas baterias. O gerador a diesel funciona apenas como backup.


Segundo o coordenador do programa e chefe da Assessoria de Mobilidade Elétrica de Itaipu, Celso Novais, o grande diferencial do projeto está no software de gestão e nas baterias de sódio 100% recicláveis, resistentes às altas temperaturas da região.  A projeto foi programado para abastecer o pelotão de 60 pessoas e a comunidade de 200 indígenas das etnias Coripaco e Baniwa, no entorno da base.

Pelo mundo

O papel social da energia fotovoltaica também se reflete em projetos pelo mundo como o Solar Mammas, que atende comunidades vulneráveis, entre elas uma de 670 habitantes na região de Atsimo-Andrefana, no sudoeste de Madagascar (África).


Treinamento de energia solar Foto: Barefoot College

Pelo programa, quatro mulheres receberam treinamento para construir painéis solares e gerar energia. Em 2018, as avós Marie Tsimadiro e Marinasy, e as mães Tsiampoizy e Modestine foram escolhidas pelos vizinhos para participarem do curso ministrado pela Barefoot College, fundada pelo ativista social Bunker Roy, em Tilonia, na Índia. 


O projeto oferece equipamentos fotovoltaicos a preços acessíveis, desde uma lanterna solar portátil com um painel solar incluído a um kit completo com painel solar, baterias de 40W, quatro lanternas portáteis e um regulador de carga solar.

Fontes: Agência Brasil, Ministério da Defesa e El País


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