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Socorro para o setor elétrico terá efeito a longo prazo na conta


Empresas do setor elétrico terão linha de crédito de bancos, coordenada pelo BNDES Foto: Agência Brasil

A Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) apresentou neste dia 26/05 uma proposta de regulamentação da Conta-covid, que destinará até R$ 16,1 bilhões para empréstimos a distribuidoras do setor elétrico devido à inadimplência e demais problemas financeiros provocados pela pandemia do coronavírus.


Os empréstimos ajudarão a adiar, mas não evitarão, os reajustes previstos nas contas de luz este ano, que agora entrarão em vigor neste mês de julho. A confirmação foi feita pela própria instituição, em seu site.


Segundo a Aneel, a linha deverá ser paga pelas empresas ao longo dos próximos 60 meses. A ideia é que aumentos nas tarifas decorrentes desta operação específica sejam diluídos em cinco anos - mas já serão sentidos pelo consumidor a partir de 2021. A medida deverá ser implementada nas próximas semanas.

O socorro será feito por meio de bancos públicos e privados, sob coordenação do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), sem uso de dinheiro do Tesouro.


Juros e reajustes

O diretor-geral da agência, André Pepitone, disse ao portal G1 que os juros, ainda não estabelecidos, serão compostos pelo CDI (hoje em 3% ao ano) mais um adicional. Ele diz que, sem o empréstimo, as contas de luz teriam aumento médio de 11,5% neste ano. Os reajustes continuarão, mas com índice menor. Ainda conforme a Aneel, nesta pandemia as companhias do setor elétrico tiveram uma queda de consumo de 14% e inadimplência de 10%. O órgão diz ainda que as empresas estão pressionadas com encargos em Itaipu (que acompanha o dólar) e custos de novos sistemas, entre outros fatores.

Consulta pública

A proposta apresentada ficará sob Consulta Pública até 01/06/2020. Nesse período, os interessados poderão enviar suas contribuições por formulário eletrônico disponível na página da consulta na Aneel.


Opção sustentável


Conforme este blog já informou, a energia sustentável também sente os efeitos da crise, mas tem procurado se adequar e manteve crescimento no início deste ano.


A geração fotovoltaica, por exemplo, é um investimento que ajuda a reduzir em até 95% os gastos com a conta de luz, além de ser sustentável, e segue sendo uma boa opção. Por razões como essas, a Agência Internacional de Energia Renovável (Irena, na sigla em inglês) defende o investimento em energia renovável como peça-chave na reconstrução da economia mundial após o enfrentamento da pandemia.


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