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Pronampe é ampliado; confira dicas sobre crédito na crise



A Câmara dos Deputados aprovou neste dia 29 de julho a Medida Provisória 944, com acordo para ampliação do Pronampe (Programa Nacional de Apoio às Microempresas e Empresas de Pequeno Porte), principal linha voltada a garantir a saúde financeira de pequenas empresas nesta pandemia.

A MP institui na verdade o Pese (Programa Emergencial de Proteção ao Emprego), com crédito (de até R$ 20 bilhões) para que micro e pequenas empresas com faturamento entre R$ 10 milhões e R$ 50 milhões possam pagar salários nessa crise. Após um acordo entre o relator Zé Vitor (PL-MG) e o governo, os deputados também direcionaram R$ 12 bilhões originalmente previstos nesse plano para reforçar o Pronampe.

O Pronampe foi lançado inicialmente com R$ 18 bilhões, mas o dinheiro já foi todo emprestado pelos bancos cadastrados. Pelo programa, a União fornece garantia de até 85% do valor emprestado, por meio do Fundo Garantidor de Operações (FGO). Empresas com receita bruta de até R$ 4,8 milhões em 2019 poderão tomar emprestado até 30% desse total.


O juro anual é composto pela taxa Selic (hoje em 2,25%) mais 1,25%; e o pagamento pode ser feito em 36 meses, com oito de carência. Mais detalhes podem ser obtidos no site do programa.


Opções

Apesar da oferta de linhas como o Pronampe, a busca por crédito ainda tem sido um entrave. Pesquisa do Sebrae apontou que 57% dos pequenos negócios que tentaram empréstimo não tiveram sucesso durante a pandemia; 25% aguardavam resposta e 18% tiveram o pedido atendido.

Na contramão desse cenário, as cooperativas de crédito têm se revelado uma alternativa, diz o serviço. O Sicoob, por exemplo, tem taxa de sucesso de 20%, e o Sicredi, de 17%.


Uma das justificativas para essa maior facilidade pode estar na natureza jurídica dessas instituições. Se a cooperativa for do tipo livre admissão, qualquer pessoa física ou jurídica pode fazer um pedido para compor o quadro de associados. As cooperativas seguem as normas do Banco Central e ofertam burocracia reduzida e juros menores.

Para facilitar o acesso ao crédito às pequenas empresas ou empreendedores individuais, o Sebrae mantém alguns programas de orientação, fundo complementar e parceria com Sociedades de Garantia de Crédito, por exemplo. Eles podem ser consultados neste site especial do serviço.


Dicas práticas

O analista de Capitalização e Serviços Financeiros do Sebrae Adalberto Luiz indicou, em evento recente do serviço, algumas dicas práticas e cuidados para quem pensa em recorrer a um empréstimo. Confira:

1- Tenha uma boa gestão financeira: às vezes o empreendedor está sem capital de giro, mas tem estoque. É recomendável primeiro dar vazão aos produtos com uma promoção bem divulgada. 2- Estude suas finanças, coloque tudo no papel. Às vezes, com um bom serviço de consultoria, a possibilidade de empréstimo é descartada. 3- Analise os possíveis fatores de restrição antes de buscar um banco: eventualmente o empreendedor está negativado por alguma dívida pequena e pode ter pedido de crédito negado. 4- Busque informações sobre os bancos. É fundamental pesquisar as diferentes condições oferecidas. 5- Elabore um documento detalhado com o valor limite das prestações que você ou sua empresa pode pagar. Isso vai facilitar na hora de fechar contrato com os bancos. 6- Com planejamento e real necessidade do empréstimo, vá em busca dos bancos. Caso algum deles negue, procure outro. Há também a possibilidade de procura às cooperativas de crédito.


Fontes: Agências Câmara, Senado e Sebrae de Notícias


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