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Projeto transforma Unicamp em grande laboratório solar


Luiz Carlos Pereira da Silva, coordenador do Campus Sustentável fotos: Antoninho Perri/Jornal da Unicamp

Um projeto ousado que inclui geração própria de energia, medidores de desperdício e uso de veículos elétricos, faz da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) um dos grandes laboratórios públicos de estudo sobre energia limpa no país. Paralelamente, outra frente é buscar economia aumentando as investidas no mercado livre de energia elétrica. A intenção é transformar, em médio e longo prazo, a instituição estadual paulista em um exemplo de campus sustentável para a América Latina. No início de abril do ano passado, a Unicamp começou a gerar parte de sua energia ao inaugurar uma usina fotovoltaica no campus do distrito de Barão Geraldo. O Ginásio Multidisciplinar e mais cinco prédios da universidade recebem os painéis solares (2 mil placas ao todo). A capacidade inicial chegava a 530 kWp (quilowatt-pico) de geração fotovoltaica, em outubro do ano passado. A proposta, porém, é de longo prazo, e em 20 anos a Unicamp pretende gerar metade de todo consumo do seu campus, hoje de 70GWh (gigawatt hora) ao ano, a um custo também anual de R$ 25 milhões.


"Para isso é necessário um esforço grande, com reforma de telhados, muitos atualmente impróprios para instalação das placas. A ideia é continuar expandindo", disse Luiz Carlos Pereira da Silva, professor da Faculdade de Energia Elétrica e de Computação e coordenador do programa Campus Sustentável (ao lado, fotos de placas já instaladas).

O projeto é promovido em parceria com a CPFL Energia, por meio do programa de Pesquisa & Desenvolvimento e de Eficiência Energética da Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica).

"Dentro desse programa temos subprojetos importantes. Entendemos que não basta fazer a geração fotovoltaica e usar lâmpadas que gastam mais. Tem de olhar também como estamos consumindo, com ar-condicionado e outros equipamentos. Vamos monitorar gastos e usar algorítimos para avisar sobre o desperdício", revelou Silva.

As ações sustentáveis são compostas de:


- estudos de solarimetria, modelagem de radiação solar, modelagem de módulos e metodologias de simulação energética e avaliação do desempenho dos sistemas;


- criação de um simulador computacional para a avaliação do desempenho de sistemas fotovoltaicos


- desenvolvimento de um equipamento traçador de curvas IV (características de cada módulo) para testes de comissionamento de sistemas e usinas solares. "A meta é eficiência energética, com troca de equipamentos ultrapassados e que gastam além do necessário, medição inteligente em todo o campus, com centro de medição em tempo real", informou o professor.


Mercado livre

Outro tema, diz Silva, é o foco cada vez maior na contratação de energia a preço mais barato no mercado livre - onde geradores oferecem energia a preços menores que as concessionárias. Em relação ao uso de veículos elétricos, também como parte de ações sustentáveis, a Unicamp já conta com um eletroposto, mas projeta o uso de um ônibus elétrico para transporte da comunidade acadêmica. A economia com o projeto Campus Sustentável inicia com estimativa de R$ 250 mil anuais. O investimento foi de R$ 20 milhões da CPFL com contrapartida de R$ 3 milhões da Unicamp, por meio do projeto da Aneel.



Fonte: Revista Fator Solar


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