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Governo: geração distribuída em 3 milhões de unidades até 2030


Foto: Agência Brasil

O presidente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), ligada ao governo, Thiago Barral, disse que o Brasil pode ter de 2 milhões a 3 milhões de consumidores de micro e mini geração distribuída de energia elétrica até 2030. A afirmação, segundo o jornal Valor Econômico, foi dada na apresentação da prévia do Plano Decenal de Energia, no Encontro Nacional de Agentes do Setor Elétrico, último dia 30 de setembro.


Ele fez dois cenários de expansão, devido às incertezas sobre evolução das regras para essa atividade. O primeiro é o “cenário verão”, em que o setor chega a 3 milhões de consumidores, com investimentos de R$ 70 bilhões. No “cenário primavera”, são R$ 50 bilhões e 2 milhões de consumidores.

Na geração distribuída, o consumidor gera sua própria energia com fonte fotovoltaica, por exemplo, e injeta o excedente na rede elétrica sem taxa. Houve uma mobilização do setor para evitar que o "uso de fio" seja cobrado, mas distribuidoras de energia elétrica ainda defendem que isso ocorra.


O presidente da EPE se diz preocupado com redução do orçamento para a empresa e pede que o setor apoie o órgão, para que ele mantenha suas ações. Ainda segundo ele, não há definição sobre o planejamento dos leilões de energia em 2021.


“Uma das questões que se coloca é a natural preferência das distribuidoras por contratar renováveis, dado que o preço dessa energia no leilão costuma ser mais barato", diz Barral.

Segundo a Absolar, atualmente a geração solar distribuída ultrapassou 300 mil sistemas conectados no Brasil, com 374 mil unidades consumidoras.


Fontes: Valor e Absolar


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