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Energia solar ajuda cinema histórico, e chega a grandes redes

Inaugurado em 1942, o cinema Cavaliere Orlandi, da estância turística de Socorro (SP), sobreviveu a diversas crises e mantém a tradição das antigas salas localizadas no Centro das cidades devido a uma série de inovações, entre elas a instalação de um sistema de energia solar fotovoltaica para economizar com a conta de luz. O empreendimento histórico foi um dos primeiros do ramo a apostar na modalidade limpa de geração elétrica. Essa alternativa já está na mira também de grandes redes de cinema.

Marchese, ao lado de projetor da década de 50 exposto na entrada do cine Fotos: Nice Bulhões

Originalmente, o cinema contava com apenas uma grande sala, com capacidade aproximada de 500 lugares. Hoje, são duas, uma nos moldes antigos e outra moderna, de 172 e 96 lugares. Os equipamentos são de última geração e a meta é atrair público trazendo sempre os últimos lançamentos, apesar do alto investimento necessário. E a energia solar ajuda muito. Após 57 placas fotovoltaicas serem instaladas, em 2017, o gasto mensal com luz caiu 90%, de R$ 2 mil mensais para uma média de R$ 200.


"Só não deu para completar o telhado com painéis por uma parte ter a luminosidade encoberta por palmeiras. Agora vou completar com luz a laser para baixar mais a conta. O custo benefício é muito grande", disse o proprietário André Marchese. "Certamente ajudou a manter nossas portas abertas."

Em 2018, a energia solar também passou a ser utilizada por redes como o Paradigma Cine Arte, de Florianópolis (SC). O conjunto de salas é totalmente abastecido pelo sistema fotovoltaico, com 500 painéis instalados. Em Itajubá (MG), em dezembro também daquele ano, a energia limpa passou a abastecer o Cine A. São 450 módulos. Outra iniciativa que une energia solar e cinema é o Cinesolar: nesse caso, um cinema itinerante que leva projeções a várias cidades desde 2013. São dois carros equipados com placas solares e sistema conversor para energia elétrica.

Resistência

Aberto em pleno período da Segunda Guerra Mundial, o Cine Cavaliere foi fundado por João Della Maggiori Orlandi, avô de Marchese. Para lembrar os visitantes desse período, uma máquina projetora da década de 50 fica exposta bem no hall de entrada do cinema. Na mesma área, o atual proprietário mantém duas cadeiras de madeira, que também remetem aos primeiros anos do local.


No início da década de 80, porém, um período de baixa da sétima arte no país, problemas no prédio e baixa arrecadação resultaram no fechamento do cinema. Ele só foi reaberto em 1996 por uma empresa de São Paulo, junto ao então locatário e a Prefeitura, e voltou para as mãos da família Orlandi em 2007.

Gabriela, filha de Marchese, em uma das salas: cinema chega à terceira geração da família; ao centro, inversor do sistema fotovoltaico e, à direita, a 2ª sala do Cine Cavaliere


"Eu e minha irmã compramos e começamos a trocar tudo. Em 2012, fiz a loucura de comprar equipamentos digitais. Fui na região toda convencer colaboradores, me chamavam de louco. Fiz financiamento, modernizei e, de mil espectadores ao mês, chegamos aos 10 mil", lembra Marchese, que levou o Cavaliere finalmente à era do 3D.

Ele diz que enfrentou nova crise entre 2013 e 2014, mas continuou indo a eventos, procurando produtoras e formas de reduzir custos. Um dos itens considerados sempre foi a energia, e as tentativas começaram por uma pesquisa a respeito de tipos mais econômicos de lâmpadas, até ser apresentado à energia solar. O sistema foi aprovado por trazer segurança e baixo custo de manutenção, além de 25 anos de garantia.

Agregado a essa economia, o Cine Cavaliere está ativo nas redes sociais, busca ser competitivo com filmes do circuito e traz apoios culturais, em uma tela de propaganda instalada no hall de entrada. O histórico cinema fica na Rua Dr. Campos Salles, 63, no Centro de Socorro.


Fonte: Revista Fator Solar


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